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No
meu Mandato...
No meu mandato acabarei com o índice de desemprego; diminuirei a cesta
básica; as passagens de ônibus ficarão menores em decorrência do preço
do combustível; as escolas públicas terão qualidade de alto nível e,
sobretudo, o que vou fazer nos próximos quatro anos é impedir que
aconteçam enchentes ou secas (seguido de aplausos). Estamos diante de
uma narrativa de um discurso político, que é fictício. E caso não saiba,
já nos encontramos em período eleitoral. E como diria Talleyrand: a
política é a arte de vencer. Portanto, até o último momento em que
estiver uma urna ligada, haverá um sorriso.
No meu mandato... Assim serão os próximos dias. Uma enorme quantidade de
dados querendo provar, que A é menos pior que B. Como também o jogo
emocional, para que nos sensibilizamos aos candidatos, que no momento
estão diante da verdade e da prosperidade. Os shows dos marqueteiros
chamarão nossa atenção e ficaremos diante de um turbilhão de propostas
niilistas. Posso errar, embora que hoje diria que essa eleição será
decidia no corpo a corpo. Pois, o patamar eleitoral busca ter candidatos
reais e não virtuais. Ou seja, alguém sempre sorrindo e de roupas novas
e maquiagem no rosto não conquistará votos.
No meu mandato... Provavelmente será bem diferente do discurso. É claro
que vamos encontrar candidatos que irão ficar no bla-bla, afirmando que
o povo foi e sempre será a grande prioridade. A população durante um
mandato só será prioridade quando os políticos ganharem um salário
mínimo. Quando isso não acontecer, vamos ter valor apenas para dar votos
e pagar impostos. É hora de parar com os discursos. Corremos os riscos
de ter uma pessoa conhecida a nossa frente, e com os mesmo problemas
conhecidos também.
No meu mandato... O nosso país será um verdadeiro neverland. Por
conseguinte, o “eu sou melhor do que ele”, não será nenhuma novidade, é
sempre assim, as mesmas histórias e às vezes com novos personagens. E
por falar nisso, como pode ter Lula a ousadia de perguntar quem é Indio
(vice do Serra). Eu me pergunto: quem é Dilma? Ao menos, o Indio já
participou de mais eleições que a candidata de nosso presidente. Ainda
continuo me perguntando: somos exigidos com experiência para o mercado e
para concorrer à presidência da República basta ter um bom padrinho.
Desculpa! Caso venham a sentir-se ofendidos, tente pensar comigo: se
Lula não aparecer ao lado de sua imperita, ela se elege?
Depreendo tentando dizer, que neste ano as eleições precisam ser
diferentes. E ser diferentes ás vezes não é apenas mudar de candidato, e
sim nossa consciência. Se for para levar com a barriga será mais uma
eleição, com promessas, shows, acenos e muitos sorrisos. Como de
costume, quem muito se apresenta próximo/acessível na campanha é sempre
muito distante no mandato. Nós temos o direito de voto e não usemos
direito. Pois, ainda vamos em silêncio digitar alguns números. A
democracia não pode calar seus eleitores e obrigarem a votar. A
democracia deve ouvir a voz da população e não os sons dos teclados de
uma urna eletrônica – e essa urna eletrônica não me passa confiança.
José de Souza Júnior
js_junior@yahoo.com.br
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