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Quando
sai um Gol gera-se um Voto
Uma máxima para um bom relacionamento é evitar discutir religião,
política e futebol. E mesmo assim encontramos pessoas que ousam desafiar
essa lei, e, em compensação ganham os adjetivos de chato, mal educado,
inconveniente, etc. Por conseguinte, no campo religioso agimos com o
elemento fé. No futebol a paixão. Na política a consciência. Ao menos
deveríamos fazer desse modo. Agora quando juntamos todas essas
definições em uma única denominação ou a usurpação de qualquer um deles
produziremos o fanatismo. A consequência será agir cegamente; quando não
tomar atitudes descontroladas e levando a agressão física e moral.
Estamos prestes a dar inicio a Copa do Mundo e ver nosso patriotismo
fluir. Agora falar de política e futebol em 2010, o que percebo é tudo
vale para comover o eleitorado. Embora que, as eleições começam mesmo
depois da Copa do Mundo. No momento as pessoas são forçadas a ouvirem os
pré-candidatos, sendo que no fundo, querem saber se fulano ou sicrano
vai para Copa. No meu condomínio presenciei a alegria pelo jogo reprise
do clássico de Argentina e Inglaterra da Copa de 86. Não que seja
contra. O lazer também faz parte de nossa vida. Contudo, já dizia
Bertolt Brecht: o pior analfabeto é o analfabeto político.
Alguns defendem que futebol é uma segunda religião dos brasileiros. Em
geral, países subdesenvolvidos também possuem um esporte nacional. O
problema do esporte seja qual for e a situação, poderá ser uma faca de
dois gumes. Doravante, políticos poderão utilizar deste meio para
arrecadar votos. Assim como tal candidato de determinada religião poderá
falar: os fieis desta igreja votarão em mim ou naquele partido. Sem
contar os dirigentes ou ex-atletas que se lançam candidatos.
Recentemente Vanderlei Luxembugo foi barrado na disputa por uma vaga
eleitoral ao senado.
Ao tratar dos políticos profissionais, assistimos frequentemente seus
comparecimentos em jogos decisivos. Afinal, quem não é visto não é
lembrado. Enquanto os presidentes são assimilados as Copas, o presidente
Lula procurou colocar o dedo até na CBF – não que ela seja uma entidade
perfeita. No ano passado, após ver seu Corinthians ganhar a Copa do
Brasil e ter jogadores vendidos ao exterior, Lula quis mudar o
calendário do Campeonato Brasileiro. Sem contar os seus inúmeros
verbetes futebolísticos e as camisetas da seleção que ele presenteia,
até Mahmoud Ahmadinejad ganhou uma.
Depreendo que numa eventual final de Copa do Mundo com a seleção
brasileira neste ano, e caso for para os pênaltis aposto que a última
cobrança será disputada no grito entre Dilma e Serra. Porventura, os
presidenciáveis já estão caracterizados para a Copa: Marina Silva (PV)
já possui a cor verde. José Serra (PSDB) as cores azuis e amarelas.
Dilma Rousseff (PT) sem cores da bandeira no partido, talvez venha dizer
que é o sangue que alimenta o espírito esportivo. Embora que possa ser
provável conhecermos o nome dos jogadores da seleção de Dunga, e
desconhecer nossos vereadores e deputados. Contudo, Eleições e Copa do
Mundo são univitelinas.
José de Souza Júnior
Contato: js_junior@yahoo.com.br
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